segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sobre ontem

Para os meus amigos sportinguistas não dizerem que fiquei sem internet ou que perdi a voz, que apesar da derrota que sofremos, não, não estou com azia, quem tem o escudo de campeão nacional somos nós (bicampeão, diga-se de passagem, já agora). Jogámos mal. Temos um jogo em atraso, é certo, mas isso não é desculpa para nada. Aliás, mesmo vencendo esse mesmo jogo, ainda há pontos de atraso em relação à outra equipa.

Estou triste. Triste não pela derrota contra o Sporting. Fico triste cada vez que o meu clube perde contra quem quer que seja. Sabíamos que ia ser um jogo difícil. De um lado, uma equipa com um treinador recente que conhece melhor que ninguém o adversário e toda a sua estrutura. Do outro, uma equipa com um treinador que chegou quase de rompante e agarrou no trabalho deixado alterando pouco.

Mas sabem, pode ser que esta derrota abra os olhos a quem de direito. Vencer ao Benfica a jogar na luz, ou melhor, vencer ao Benfica onde quer que seja, para os sportinguistas (alguns) mais parece que venceram um campeonato. Parabéns, mereceram. Façam a festa. 

E agora nós, meu Benfica, nunca desistam de nós, porque nós nunca desistimos de vocês. Olhem à vossa volta e dia 22 de Novembro joguem como se o mundo acabasse no dia seguinte, joguem num "vale tudo até arrancar olhos", mas cuidado com as faltas, claro. Ontem perdemos o jogo, mas eles só ganharam única e exclusivamente três pontos. Agora, se no dia 22 ganharmos pela margem mínima eles são eliminados da taça. 

Deixemos eles pensarem que está tudo "no papo". Deixemos eles brilharem contra as equipas ditas "mais pequenas". Deixemos eles ficarem com o ego em altas. Deixemos que o treinador deles se ache o maior. Porque as surpresas acontecem. Quando tudo menos esperar uma dessas "pequenas" equipas vence um jogo e empata outro, e os pontos vão se perdendo. No fim, ajoelham-se após o apito final do jogo. No fim, a história repete-se.



Só sei que isto ainda agora está a começar e muita água há-de correr no rio, no entanto, não sou benfiquista apenas nas vitórias, sou benfiquista nas derrotas e essas são só nossas. A nós massa benfiquista resta-nos continuar a apoiar os nossos jogadores, treinador, a cada jogo, a acreditar e lutar. Porque no fim, a vitória terá um gosto diferente.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Futuro

Acho que finalmente "encontrei" o meu caminho. Sei o que quero e pretendo lutar por isso com todas as minhas forças. É a minha vida e o meu futuro que está em jogo. É um livro aberto, em que a qualquer momento a história pode mudar. 

Planos tenho muitos, vontades idem-aspas. Apenas tenho pena de ter percebido tarde o que realmente quero. Tarde, não pela idade mas sim pela altura do ano. Nas férias que supostamente serviram para pensar, nada pensei e sim aproveitei os momentos. Hoje, não digo que me arrependo disso, mas devia ter "perdido" um pouco do meu tempo a pensar no que realmente interessa e não perdido esse mesmo tempo pensando no que não devia. 

Agora só no segundo semestre do próximo ano!! Até lá tenho outros objetivos para realizar. Mas, há coisas que devemos guardar para nós. Não me alongo mais sobre o assunto, nem aqui, nem com a minha família e amigos. Só falei disto com duas pessoas, a best e sei que ela não vai espalhar ao vento (ela sabe mesmo do assunto todo e do que se trata) e a minha irmã (mas não com muitos pormenores). O que ninguém sabe, ninguém fala, ninguém inventa, ninguém comenta, ninguém estraga.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

tempo

 Ter tempo a mais deixa-me "cansada". Nunca pensei sentir falta da escola, de estudar, dessas coisas que quase todos odiamos enquanto lá andamos. Deixei por vontade ou por falta dela. As razões foram várias, mas se calhar com esforço meu, e não só, quem sabe no próximo ano ainda vá lutar mais pelo meu futuro e por mim.

O certo, é que ao acabar o secundário muita coisa mudou. Cada um seguiu o seu rumo, a sua vontade, a sua vida. Uns afastaram-se e, apesar das redes sociais, deixámos de falar, outros não deixámos que isso acontecesse. Tenho os melhores comigo, longe ou não, poucos mas bons. Prefiro a qualidade à quantidade.

A best está a estudar enfermagem e não há horários que permitam que estejamos juntas. Estágios, aulas, estudo, etc. Há mais de um ano que não nos vimos, mas estamos sempre lá uma para a outra, sem nunca "perder o contacto". As férias não coincidem, aulas até tarde e a distância são tudo consequências para nos juntar sentimentalmente mais. Palavras bonitas nos murais do facebook muitos sabem escrever, mas estar lá, mesmo que ausente fisicamente, poucos sabem.

J. este é para ti. Irmãs de mães diferentes, porque ninguém nos aguentaria juntas. Havemos de marcar o nosso cafézinho, com esforço chegaremos lá. Só não sei se apenas um café irá chegar para por a conversa toda em dia. Admite lá, já sentes falta do meu mau feitio!


"O tempo perguntou ao tempo, quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo, que o tempo tem tanto tempo quanto o tempo tem."

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

coisas de gaja (de algumas)

Confesso que adoro ver as miúdas de 5/6 anos (ou mais, depende) de ténis de luzes a passear. Aquelas coisas de meninas, por vezes mariquices das mães, tias, avós, madrinhas, etc (duvido que os homens, na maior parte, o façam). Ficam tão giras! Nessas idades tudo (quase tudo) fica giro e fofo. Atenção, gosto na rua, num parque a brincar, nas férias, não para levar para a escola!

Sinceramente não me lembro se usei e se for perguntar à minha ela muito provavelmente também não se irá lembrar. Se me os tivessem calçado, eu deveria de andar toda feliz da vida, suponho eu, tal e qual como andei com aquelas maravilhas de roupas que todas as mães nos vestiam (graças a Deus que a moda muda).

No outro dia, entre as muitas imagens que tenho guardadas no computador e no disco, encontrei estes ténis e só me ocorreu um pensamento: uns destes, nas noites em que fui sair este verão e dancei até me vir embora tinha sido brutal! 


Enviei isto à R. (uma rapariga que conheci este Verão). Ela adorou assim como eu. Se da primeira vez que dançamos sem parar tivéssemos uns destes é que era. Se sem eles foram quatro horas, e não estou a exagerar, sem parar, assim seria até de manhã ou mais. Entre saltos e saltinhos, pulos e pulinhos, durante tantas horas os ténis até ficavam cansados. 

print de um vídeo nosso a dançar