sexta-feira, 17 de julho de 2015

É tão (simplesmente) isto!

"É difícil estar apaixonado num mundo em que o facebook te pergunta em que é que estás a pensar, te diz em que evento vais estar e quantos amigos em comum tens com toda a gente. É difícil ires conhecendo alguém quando toda a gente já conhece toda a gente e existe sempre um amigo do amigo que sabe de uma história com um primo de um afilhado.

O mundo funciona a uma velocidade oposta à do amor. Já não há tempo para o era uma vez nem esperança num final feliz. Agora é tudo atabalhoado, tudo aos tropeções, andamos todos numa correria a cruzar caminho com milhares de gente e tentamos encaixar o amor na nossa rotina como uma tarefa que rezamos para que "não nos dê chatices". 

Eu quero que me digas em que é que estás a pensar, às 3 da manhã com a tua t-shirt vestida. Quero que me apresentes pessoas que eu não conheço, quero que me convides para ir aos sítios sem que o computador me diga. Eu quero ir descobrindo que bebes café só com uma colher de açúcar e que não gostas de canela. Quero saber do teu passado com calma, quero saber por ti e chama-me antiquada mas quero uma história bonita, que me ocupe o dia todo. Um amor que ocupe o corpo todo. Por favor chateia-me, diz-me bom dia e boa noite que a minha história de amor é de pergaminho e serenatas com um cheirinho de emoji's e posts lamechas."

Escrito por: Carolina Deslandes 



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Do bloco de notas #5

Entregar-me a ti. Única e exclusivamente a ti. É a mais pura prova de amor que tenho para te dar. Sinto desde o nosso primeiro dia que é a ti que pertenço. Que é em ti que quero estar. Que é contigo que eu quero ficar. Todos os dias da minha vida. Esta certeza guardo-a. Guardo-a porque quero entregar-ta no momento certo. Na hora certa. No beijo certo. E sei que nunca se vai desencaminhar. Muito menos diminuir. Sei porque é claro em mim. Sei porque estou segura de que é em ti que quero respirar até que em mim seja impossível viver. É tão claro em mim meu amor! Amo-te como nunca pensei poder amar alguém. Amo-te seguramente mais do que em qualquer outra altura das nossas vidas! Amo-te incessantemente. Descontroladamente. Mas isto.... Isto meu amor, isto eu já não o consigo guardar.



quinta-feira, 9 de julho de 2015

Eu admito!

Quando dizem que sou distraída e destrambelhada, eu admito. Sei que o sou, para quê estar com rodeios e tentar convencer os outros de que não é assim. Sou e pronto. No entanto esta semana tem sido fácil perceber o porquê disso.

Estou de férias: praia, sol, mar... Alentejo - Home Sweet Home! Eis algumas situações estes dias:

  • Anteontem na praia, estava acompanhada por uma amiga e estávamos a conversar. Às tantas vejo uma situação que queria que ela visse também (ela estava deitada e percebi que não tinha reparado). Chamo-a. Queria dar as indicações das horas - como se nós fossemos o centro de um relógio (de 0 a 12h) -, dando assim entender do local preciso de onde estava a situação. Uma pessoa normal que sabe ver as horas e dizê-las imediatamente, comigo saiu asneira. Seriam 11 horas, porque "este relógio" (que somos nós) tem apenas horas certas, e eu em vez de dizer 11 horas, disse que faltavam 5 para o meio dia. A gargalhada dela soou alto na praia. Acho que tenho de aprender melhor isso dos relógios humanos, ou simplesmente a olhar para um relógio.
  • Estou a fazer campismo, como sempre fiz na minha vida. Pela Páscoa também tinha estado aqui no Alentejo e na altura disse ao meu pai que o interruptor da lâmpada do lado da TV não estava a funcionar bem. Ele arranjou, mas quando fomos embora ficou desligado da corrente. Agora quando viemos de férias, não liguei, nem me lembrei mais disso. Liguei as necessárias e conforme nos iam fazendo falta, mas aquela nunca liguei. Ontem precisava de luz e assumi que alguém tivesse ligado. Eu liguei e desliguei o interruptor várias vezes, até que reclamei. Disse à minha mãe que afinal o meu pai não tinha arranjado aquilo. A minha mãe entra e olha para o cenário e só comenta: "E que tal ligares a luz à corrente?"
  • Comprei um router para por o cartão da minha pen da banda larga. Assim ficava com acesso à internet no telemóvel também. Hoje o tempo esteve mais fresco e não fomos à praia. Antes de almoço liguei o computador. Tinha-o ao colo. O botão do wifi do computador está sempre no "on", apenas ligo e desligo a net quando quero/preciso. Estava eu a ver umas coisas e de repente fico sem net. Achei estranho: a mensalidade estava paga e conseguia o acesso através do telemóvel. Pedi ajuda a um amigo que sabe destas coisas de computadores. O router estava ligado ao pc a carregar e ele conseguiu, mas ligado pelo cabo usb, por a net a funcionar. Deixei tudo no sofá e fui almoçar. Quando acabei e antes de ir beber café, vim à net. Sentei-me no chão e deixei o pc na sofá. Liguei a música em alta voz e olho, por acaso, para a zona da entrada dos fones e vejo ao lado uma bolinha vermelha. Era o botão do wifi que estava desligado.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

#EusébioNoPanteão

Há pouco mais de um ano e meio, o país chorou a sua morte. Nunca mais me conseguirei esquecer. Vésperas do meu aniversário, uma das maiores lendas do futebol e do meu clube morre. Cresci a ouvir falar no Pantera Negra, nos golos que ele marcou, nos feitos que fez, as lágrimas que derramou, o seu amor ao clube. 

Eusébio! Rei eterno! Clubes à parte, é de Portugal, é do mundo. Digo é, porque uma lenda como Eusébio nunca morre, nunca parte. Eusébio ausentou-se da Terra, mas permanece em nossos corações e em nossas memórias.

Ausentou-se na véspera de Dia de Reis, que dia melhor para uma lenda como estas, chamada de REI se ausentar. Hoje faz-se uma justa homenagem. Reconhecido o valor e mérito deste grande homem, o nosso rei vai para a sua nova casa: o panteão nacional. Esta será a sua nova morada, mas não a última. O Pantera Negra viverá sempre em nossos corações! Assim, Eusébio juntar-se-à a ilustres nomes como Amália Rodrigues, Almeida Garrett, Óscar Carmona, Sophia de Mello Breyner, entre outros.

Até sempre, REI!
Tu és o nosso REI, Eusébio! Hoje e sempre!!